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Natura usa drones com IA para mapear biodiversidade da Amazônia em tempo recorde

Iniciativa é considerada o maior inventário florestal já realizado no Brasil e tem como propósito ajudar na restauração, em uma vasta área de 60 mil hectares de floresta no Pará

A tecnologia desenvolvida pela Bioverse permite que os dados coletados sejam analisados com uma resolução superior à das imagens de satélites comerciais (Ricardo Lima/Getty Images)

A tecnologia desenvolvida pela Bioverse permite que os dados coletados sejam analisados com uma resolução superior à das imagens de satélites comerciais (Ricardo Lima/Getty Images)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 2 de abril de 2025 às 13h00.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 14h45.

A Natura utilizou drones equipados com inteligência artificial para mapear uma vasta área de 60 mil hectares de floresta no Pará e ajudar na sua restauração.

Em parceria com a startup Bioverse e comunidades da Amazônia, a iniciativa é considerada o maior inventário florestal já realizado no Brasil por sobrevoo e permite uma análise 200 vezes mais rápida que os métodos convencionais.

Usualmente, seriam necessários anos para completar o mapeamento de uma área dessa magnitude e a tecnologia do gigante de cosméticos foi capaz de obter dados em apenas seis meses.

O estudo tem como foco a sustentabilidade das cadeias produtivas da Natura na região, incluindo o manejo de produtos como tucumã e açaí.

Segundo a companhia, as informações coletadas são fundamentais para otimizar a conservação da biodiversidade e garantir o uso responsável dos recursos naturais. Além disso, o projeto é uma importante ferramenta para o monitoramento de estoques de carbono e a recuperação de áreas degradadas.

A parceria com as comunidades locais também envolve cerca de 70 famílias de Abaetetuba e Irituia e todos são treinados para operar os equipamentos de sensoriamento remoto e processar os dados, criando uma conexão entre inovação e o saber tradicional.

Rômulo Zamberlan, diretor de pesquisa avançada da Natura, destacou o impacto socioambiental do projeto: “Nosso compromisso é nos tornarmos uma empresa regenerativa até 2050, e esse tipo de tecnologia capacita as comunidades locais a utilizarem os recursos amazônicos de forma sustentável e inovadora", afirmou.

Impactos para a bioeconomia

A tecnologia desenvolvida pela Bioverse permite que os dados coletados sejam analisados com uma resolução superior à das imagens de satélites comerciais, resultando em um mapeamento mais preciso e a custos mais baixos.

Natura usa drones com IA para mapear Amazônia

Segundo Francisco D’Elia, diretor-executivo da startup, a plataforma tem o potencial de transformar a dinâmica da produção agroflorestal na Amazônia, facilitando o acesso das comunidades locais a informações cruciais para o manejo sustentável e impulsiona a bioeconomia.

Por sua vez, a Natura utiliza os resultados do inventário para fortalecer suas cadeias produtivas de bioingredientes, como os derivados do açaí e do tucumã, presentes na linha Natura Ekos. A parceria com comunidades agroextrativistas também se reflete em ações de conservação ambiental.

Desde o lançamento da linha Ekos, a Natura já desenvolveu 44 bioingredientes amazônicos e mantém a meta de expandir para 49 nos próximos dois anos. Com mais de 10 mil famílias envolvidas, a empresa já contribui para a preservação de 2,2 milhões de hectares de floresta, com planos de ampliar para 3 milhões até 2030.

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