ESG

Patrocínio:

espro_fa64bd

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Empresas buscam se engajar e trazer junto a cadeia para o net zero

Desafio agora passa a ser transmitir o desafio da neutralidade de carbono aos fornecedores e clientes

André Barros
André Barros

Jornalista

Publicado em 20 de junho de 2023 às 16h19.

yt thumbnail

A jornada para o net zero, a neutralidade em emissões de carbono, não é fácil e nem opcional: “O prazo, até 2050, é curto. É amanhã. E não é mais para beneficiar as futuras gerações, é para você, para o seu filho”, disse Luiz Amaral, CEO do SBTi (Science Based Targets initiative), uma organização que ajuda a planejar e mensurar a transição para o carbono neutro.

O brasileiro, que lidera uma iniciativa de âmbito global, participou do painel que debateu o Net Zero nas Empresas durante o especial Mês do ESG, promovido por Exame no mês de junho. “Temos que fazer o que é certo. E já digo, não é fácil: inovar e ser líder não é uma tarefa simples”, afirmou.

Muitas empresas já estão nesta jornada. Silvia Carvalho do Nascimento, CEO da AVB (Aço Verde Brasil), contou que a companhia já foi concebida pensando na emissão zero, sem uso de combustíveis fósseis. Seu processo produtivo utiliza carvão vegetal e os gases gerados a partir dele movimentam uma termelétrica, que alimenta a usina. Os subprodutos também são reaproveitados, para a produção de cimentos e outros itens.

“Nosso trabalho agora é fechar a economia circular: temos que destinar alguns resíduos, como a lama do alto forno, para outros processos e, assim, chegarmos ao resíduo zero”, disse Nascimento.

A busca pela neutralidade de carbono também é um dos desafios da CPFL, que já tem 96% de sua energia gerada a partir de matriz renovável. “Nossa meta é a neutralidade na emissão de CO2 em 2025. E partir para os escopos 2 e 3 em 2030”, disse Rodolfo Sirol, diretor de sustentabilidade da companhia de energia.

Outras medidas, como a eletrificação da frota, estão sendo tomadas pela CPFL para que a neutralidade seja alcançada.

Um desafio, porém, é ampliar todo este processo para a base fornecedora. “Temos que engajar todo o ecossistema. Para isso, a palavra é parceria: fornecer treinamentos, compartilhar boas práticas, sempre ajudar a melhorar e não ir no sentido da crítica ou do descredenciamento”, disse Nascimento, da AVB.

A CPD Latin America colabora nesta trajetória, orientando as empresas – e também pessoas, organizações, cidades, estados e regiões – na busca do net zero. “Um dos principais desafios no processo de descarbonização é engajar os seus fornecedores”, afirmou Lais Cesar, diretora de desenvolvimento de negócios.

As pressões começam a vir de todos os lados, segundo Cesar: “Consumidores, investidores, todo mundo começa a cobrar. Quem se atentar e se comprometer terá vantagens competitivas e acesso a financiamentos vantajosos”.

Amaral, do SBTi, concorda: “Quem faz marketing apenas não se sustenta. É preciso cumprir uma série de medidas, padronizadas, e comprovar ao mercado”.

Acompanhe tudo sobre:CarbonoEmissões de CO2SustentabilidadeMês do ESG Exame

Mais de ESG

Dan Ioschpe é escolhido para ser Campeão do Clima da COP30

Por cartel de reciclagem, montadoras são multadas pela Comissão Europeia

Em decisão unânime, Unicamp aprova sistema de cotas para pessoas trans

Natura usa drones com IA para mapear biodiversidade da Amazônia em tempo recorde