ESG

Patrocínio:

espro_fa64bd

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

A guerra deu o tom na reunião do G7, mas a crise climática estava em pauta

Entre reuniões e desencontros, o grupo de países desenvolvidos reforçou o compromisso de acelerar a transição energética

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy (de frente), chegou de surpresa ao encontro do G7, em Hiroshima, no Japão (EUGENE HOSHIKO/POOL/AFP/Getty Images)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy (de frente), chegou de surpresa ao encontro do G7, em Hiroshima, no Japão (EUGENE HOSHIKO/POOL/AFP/Getty Images)

Rodrigo Caetano
Rodrigo Caetano

Editor ESG

Publicado em 22 de maio de 2023 às 17h09.

A chegada “de surpresa” do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, à reunião do G7, encerrada neste domingo, 21, em Hiroshima, no Japão, dominou as atenções – ainda mais depois do “desencontro” que frustrou uma esperada reunião entre o líder ucraniano e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A cúpula dos países ricos e seus convidados, no entanto, não foi só sobre guerra. A crise climática também teve seu espaço, ainda que ofuscado.

O encontro marca o início de uma série de discussões que envolvem, entre outros assuntos, os esforços para conter as mudanças climáticas, como afirma o Fórum Econômico Mundial, sendo o próximo a reunião do G20, a ser realizada em setembro em Nova Delhi, na Índia. Para a entidade, a cúpula do G7 foi palco de ações relevantes, com implicações abrangentes para os esforços de descarbonização da economia.

Maior certeza sobre a supressão dos combustíveis fósseis

A carta final divulgada pelo grupo trouxe a seguinte declaração:

“Reforçamos nosso compromisso, no contexto de um esforço global, de acelerar a eliminação ininterrupta de combustíveis fósseis, de modo a atingir zero emissões líquidas nos sistemas de energia até 2050, o mais tardar, de acordo com as trajetórias necessárias para limitar as temperaturas médias globais a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e conclamamos outros a se juntarem a nós na mesma ação."

Para o Fórum, essa é declaração mais forte dada até agora, por líderes dos países desenvolvidos, em relação a eliminar os combustíveis fósseis. Ela contrasta, inclusive, com as declarações dadas na COP27, a conferência do clima da ONU, consideradas brandas.

Compromisso com as energias renováveis

“Também precisamos acelerar significativamente a implantação de energias renováveis e o desenvolvimento e implantação de tecnologias de próxima geração. O G7 contribui para expandir a energia renovável globalmente e reduzir os custos ao fortalecer a capacidade, inclusive por meio de um aumento coletivo na capacidade eólica offshore de 150 GW até 2030, com base nas metas existentes de cada país e um aumento coletivo da energia solar fotovoltaica para mais de 1TW até 2030."

Uma recente análise da Agência Internacional de Energia Renovável concluiu que, no ritmo atual, a adição de capacidade de geração renovável, incluindo todas as fontes, é insuficiente para atingir a descarbonização necessária para manter o aumento da temperatura em 1,5°C. O compromisso divulgado, diz o Fórum, coloca os esforços em linha com a avaliação da agência.

Adicionalmente, os países desenvolvidos se comprometeram a expandir para além da eólica e solar, incluindo hidrelétricas, biomassa, biometano e outras tecnologias.

O fim da poluição plástica

A novidade nesse aspecto é a entrada de Japão, Estados Unidos e Itália no compromisso de acabar com a poluição plástica até 2040. Os outros países do G7 – Alemanha, França, Canadá e Reino Unido – já estavam comprometidos, além da União Europeia.

O objetivo será alcançado pela “promoção, o consumo e a produção sustentáveis de plásticos, aumentando a sua circularidade na economia e uma gestão ambientalmente correta dos resíduos”, diz a carta.

As ações incluem “reduzir o consumo de plásticos de uso único, plásticos não recicláveis, bem como plásticos com aditivos nocivos, por meio de medidas como a eliminação gradual quando possível e a redução de sua produção e consumo; aplicar ferramentas para internalizar os custos atribuíveis à poluição plástica; e reduzir as fontes, caminhos e impactos dos microplásticos.”

Acompanhe tudo sobre:G7 – Grupo dos SeteMudanças climáticas

Mais de ESG

Dan Ioschpe é escolhido para ser Campeão do Clima da COP30

Por cartel de reciclagem, montadoras são multadas pela Comissão Europeia

Em decisão unânime, Unicamp aprova sistema de cotas para pessoas trans

Natura usa drones com IA para mapear biodiversidade da Amazônia em tempo recorde