O prédio do Banco Central, em Brasília (Leandro Fonseca/Exame)
Agência de notícias
Publicado em 27 de março de 2025 às 13h08.
Última atualização em 27 de março de 2025 às 13h10.
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Diogo Guillen, avaliou nesta quinta-feira, 27, que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, deve permanecer elevada por mais tempo.
Guillen afirma que as projeções de inflação do próprio BC estão acima da meta, de 3% (que pode chegar até 4,5%), durante todo chamado "horizonte relevante" da política de juros, ou seja, de seis a 18 meses.
"Dissemos na ata (do Comitê de Política Monetária) que a desancoragem (expectativas de inflação acima da meta) em prazos mais longos indica taxas de juros mais altas, como já estamos vendo nesse ciclo, e por mais tempo".
Relatório do BC divulgado nesta quinta reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano de 2,1% para 1,9%.
Além disso, o BC sinalizou que só vê a inflação perto da meta (3%) no segundo semestre de 2027, conforme suas projeções oficiais, que levam em conta as estimativas da taxa Selic extraídas do Boletim Focus. No fim deste ano, a autoridade monetária calcula um risco de 70% de a inflação superar o teto da meta (4,5%), de 50% no relatório anterior, em dezembro.
Em relação ao crescimento econômico, no comunicado e na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC já havia apontado que havia sinais de "incipiente moderação" da atividade. O Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024 ficou aquém do esperado, com avanço de 0,2%. No ano de 2024, o PIB cresceu 3,4%.
O BC, na semana passada, elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 13,25% para 14,25% ao ano.