Agência de notícias
Publicado em 1 de abril de 2025 às 20h52.
Dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira apontam que as reservas internacionais do Brasil caíram 7,1% em 2024, passando de US$ 355,03 bilhões no fim de 2023 para US$ 329,73 bilhões ao fm do ano passado. A principal razão para essa redução foi a venda de dólares no mercado interno durante o último trimestre de 2024.
As reservas internacionais são um montante de dinheiro em moedas estrangeiras que o país mantém para garantir estabilidade financeira, pagar compromissos externos e enfrentar crises econômicas. Quando o Banco Central vende dólares, usa essas reservas.
O objetivo, nesse caso, é injetar mais moeda estrangeira no mercado, o que pode ajudar a controlar a cotação do dólar frente ao real.
Mesmo com essa queda no valor total das reservas, o BC destacou que os investimentos realizados com esses recursos tiveram um retorno positivo de 3,02% no ano passado. Esse retorno veio, principalmente, de aplicações em títulos de outros países. No entanto, variações no valor de moedas estrangeiras causaram uma pequena perda de 0,18%.
O Banco Central também informou que o risco de mercado das reservas diminuiu entre 2023 e 2024. Esse risco é medido pelo chamado "Value at Risk" (VaR), um indicador que estima possíveis perdas financeiras em cenários adversos. O VaR médio caiu de 6,1% para 4,9%, refletindo uma menor instabilidade nos mercados internacionais. A maior queda foi no risco associado a juros, que passou de 5,0% para 3,8%, devido à menor variação nas taxas de juros dos investimentos feitos pelo BC.
“Isso porque, comparativamente a 2023, em 2024 observou-se uma queda da volatilidade das taxas de juros nos mercados de renda fixa nos quais há investimentos das reservas internacionais”, explicou o BC.
Já o risco de crédito, que avalia a segurança dos ativos nos quais o dinheiro das reservas está aplicado, permaneceu em um nível seguro. A maioria dos investimentos continua concentrada em ativos com a nota máxima de qualidade, "Aaa".