Repórter
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 10h41.
Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 10h52.
O núcleo do PCE, índice preferido do Federal Reserve (Fed) para medir a inflação dos Estados Unidos, subiu 0,3% em janeiro, dentro das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 2,6%, o menor avanço anual desde o início de 2021, segundo o Bureau of Economic Analysis (BEA). No acumulado anual, o indicador subiu 2,5%, ligeiramente abaixo da leitura anterior de 2,6%.
Ao mesmo tempo, os gastos com consumo ajustados pela inflação recuaram 0,5% no mês, marcando a maior retração mensal desde meados de 2020. O recuo acontece após um período robusto de compras no fim do ano e foi influenciado pelo inverno rigoroso nos EUA.
O dado reforça uma leve desaceleração da inflação, trazendo algum alívio ao Federal Reserve, que enfrenta desafios para equilibrar o combate à alta de preços com a manutenção da atividade econômica. Mas a queda acentuada no consumo pode sinalizar impactos negativos para o crescimento no primeiro trimestre.
Apesar da retração nos gastos, a renda pessoal dos americanos avançou 0,9% em janeiro, superando a projeção de +0,3% e a alta anterior de 0,4%. O dado sugere que os consumidores ainda possuem capacidade de compra, mas a incerteza econômica e o impacto das condições climáticas podem ter levado a um comportamento mais cauteloso.
A combinação de menor inflação e queda no consumo pode influenciar as próximas decisões do Fed.