Economia

Maioria absoluta do BCE não quis estímulos, diz autoridade

As declarações de Mersch também deram novos detalhes sobre como o BCE vai estender sua política de impressão de dinheiro


	Yves Mersch, membro do BCE: "a grande maioria do Conselho tem a visão de que as medidas são apropriadas"
 (Hannelore Foerster/Getty Images)

Yves Mersch, membro do BCE: "a grande maioria do Conselho tem a visão de que as medidas são apropriadas" (Hannelore Foerster/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 12h40.

A grande maioria das autoridades do Banco Central Europeu (BCE) não quis ampliar ainda mais as medidas de estímulo na semana passada, disse Yves Mersch, acrescentando que o movimento do banco de comprar novos títulos à medida que os antigos vencem pode injetar centenas de bilhões de euros.

"A grande maioria do Conselho tem a visão de que as medidas são apropriadas e que mais delas não são necessárias para alcançar nosso objetivo", disse Mersch a jornalistas na quarta-feira, referindo-se ao grupo que define a política monetária para manter a inflação subindo.

As declarações de Mersch também deram novos detalhes sobre como o BCE vai estender sua política de impressão de dinheiro, uma semana após os mercados caírem pela decepção com o fato de o presidente do BCE, Mario Draghi, de ter optado por estender, e não ampliar, seu programa de "quantitative easing".

Mersch, que é integrante do Conselho que define a política monetária do BCE, disse que a decisão de continuar comprando títulos vai corresponder a uma injeção de 320 bilhões de euros se continuar por mais dois anos a partir de 2017.

Ele também disse que o mercado total para dívidas regionais ou municipais, onde o BCE também vai começar a comprar, é avaliada em até 380 bilhões de euros.

"Essa não é uma promessa verbal. Estamos respaldando nossas palavras com ação", disse.

Acompanhe tudo sobre:BCEEuropaMario Draghi

Mais de Economia

“Qualquer coisa acima de R$ 5,70 é caro e eu não compraria”, diz Haddad sobre o preço do dólar

“Não acredito em dominância fiscal e política monetária fará efeito sobre a inflação”, diz Haddad

China alcança meta de crescimento econômico com PIB de 5% em 2024

China anuncia crescimento de 5% do PIB em 2024 e autoridades veem 'dificuldades e desafios'