Economia

Levy nega que esteja revisando a meta de superávit primário

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, negou que a equipe econômica esteja analisando uma redução na meta de superávit primário


	Joaquim Levy: ministro da fazendo afirmou que não está revisando meta de superávit primário
 (Lula Marques/ Agência PP)

Joaquim Levy: ministro da fazendo afirmou que não está revisando meta de superávit primário (Lula Marques/ Agência PP)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de julho de 2015 às 19h03.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou hoje (9) que a equipe econômica esteja analisando uma redução na meta de superávit primário – economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública. A proposta foi feita ontem pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele defendeu que a meta seja reduzida de 1,1% para 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).

“Não analisamos a revisão do superávit. Não é um tema que tenha sido discutido”, disse Levy, após reunião com o presidente da República em exercício, Michel Temer. Mais cedo, depois de encontro de um grupo de senadores com Levy, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) disse que não é o momento de reduzir o superávit primário. Segundo ele, o ministro da Fazenda não defende a redução.

“As medidas [de ajuste fiscal] começarão a ter impacto efetivo na economia a partir do segundo semestre. Neste momento, precisamos ter muita cautela, e não alterar metas, porque estamos no fim da aprovação do pacote de medidas para se ter rigor fiscal”, disse o senador. Segundo ele, o governo, em um momento como esse, jamais abriria a guarda ou mudaria a meta, que está pautando todo o ajuste fiscal.

Acompanhe tudo sobre:Joaquim LevyMinistério da Fazenda

Mais de Economia

Marcio Macêdo diz que não há ‘desabono’ sobre conduta de Lupi no caso das fraudes do INSS

Lula endossa discussão sobre fim da escala 6X1 e diz que governo 'desmontou' esquema no INSS

Após escândalo de fraude, Lula escolhe novo presidente do INSS; saiba quem é

Governo define regras para uso do Orçamento de 2025 e impõe ritmo mais controlado para os gastos