Economia

Há conversa sobre acordo entre EUA e Mercosul, diz Paulo Skaf

Presidente da Fiesp disse ter deixado claro seu posicionamento a favor do acerto em reunião realizada com o secretário de comércio americano, Wilbur Ross

Paulo Skaf: presidente da Fiesp esteve em reunião com o secretário de comércio americano (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Paulo Skaf: presidente da Fiesp esteve em reunião com o secretário de comércio americano (Rovena Rosa/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 29 de julho de 2019 às 18h58.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, disse nesta segunda-feira, 29, ser favorável a um acordo comercial entre Estados Unidos e Mercosul. Skaf disse ter deixado claro seu posicionamento em reunião realizada com o secretário de comércio americano, Wilbur Ross.

Questionado sobre a proposta que será entregue pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), que pede livre comércio diretamente entre Brasil e EUA, Skaf adotou um tom crítico.

"Tem tarifa nessa proposta? Eu iria mais longe, temos que ter acordo de livre comércio incluindo tarifas, para ter um acordo de livre comércio. Pode ser discutido, ter um cronograma, mas tem que ter tarifas também", disse.

Segundo antecipou o Estadão/Broadcast, a ideia é discutir avanços em temas que não envolvam tarifas e que, portanto, não precisem ser combinados com todo o Mercosul.

Skaf afirmou ainda que expôs a Ross a situação macroeconômica do País e os avanços em reformas estruturais, com a aprovação da Previdência em primeiro turno na Câmara e os avanços na reforma tributária.

Ele disse ainda ter afirmado ao secretário americano estranhamento pelo fato de as empresas daquele país terem, nos últimos anos, deixado investimentos no Brasil e afirmou que haverá, nos próximos anos, oportunidades nas áreas de infraestrutura, defesa e aeroespacial.

Eduardo Bolsonaro

Questionado, Skaf não quis se posicionar diretamente sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, para o cargo de embaixador nos Estados Unidos. Frisou, no entanto, que o cargo "é uma missão dada pelo presidente".

"Cabe ao presidente da República escolher seus embaixadores, cabe a ele. O embaixador, na carreira diplomática, nem existe o cargo, vai até ministro de primeira classe. O embaixador é uma missão dada pelo presidente, pode ser diplomata de carreira ou não", disse.

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