Economia

Famílias endividadas recuam para 61,9% em 2014, diz CNC

A porcentagem de famílias que relataram ter financiamentos ou empréstimos foi de 61,9% em 2014, enquanto no ano anterior a taxa foi de 62,5%


	Catões de crédito: em 2014, esse foi o tipo de dívida mais comum entre as famílias brasileiras
 (Daniel Acker/Bloomberg)

Catões de crédito: em 2014, esse foi o tipo de dívida mais comum entre as famílias brasileiras (Daniel Acker/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 13 de janeiro de 2015 às 14h27.

Rio - O número de famílias endividadas diminuiu em 2014, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A porcentagem de famílias que relataram ter financiamentos ou empréstimos foi de 61,9% em 2014, enquanto no ano anterior a taxa foi de 62,5%, apontou o estudo Perfil do Endividamento das Famílias Brasileiras realizado com base nos resultados mensais da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Houve recuo também na inadimplência. O porcentual de famílias com contas em atraso diminuiu de 21,2% em 2013 para 19,4% no ano passado, o menor patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em 2010.

De acordo com a CNC, a menor oferta de crédito, o consumo mais moderado das famílias e as condições favoráveis do mercado de trabalho contribuíram para reduzir o nível de endividamento.

No entanto, a elevação dos juros aumentou o custo do crédito e, consequentemente, o peso das dívidas no orçamento das famílias.

A parcela da renda das famílias comprometida com o pagamento de dívidas subiu de 29,4% em 2013 para 30,4% em 2014.

Em 2014, o cartão de crédito foi o tipo de dívida mais comum entre as famílias brasileiras, citado por 75,3% dos endividados.

Mas o destaque do ano foi o crescimento do financiamento imobiliário, de 1,7 ponto porcentual em relação a 2013, e do financiamento de carro, que aumentou 1,6 ponto porcentual no período.

As modalidades de dívidas que tiveram importância reduzida foram o cheque especial (-0,6 ponto porcentual), cheque pré-datado (-0,4 p.p.), crédito consignado (-0,5 p.p.), crédito pessoal (- 0,1 p.p.) e carnês (-1,7 p.p.).

A pesquisa da CNC é realizada com cerca de 18 mil consumidores em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal.

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