Economia

Consignado CLT vai evitar superendividamento e não tem a ver com conjuntura, diz Haddad

Ministro disse que o Banco Central tem de fazer seu trabalho, mas o governo precisa melhorar o ambiente microeconômico

Ministro Haddad: novo consignado não tem a ver com conjuntura de inflação elevada (Reprodução)

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Agência o Globo
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Publicado em 24 de março de 2025 às 10h31.

Última atualização em 24 de março de 2025 às 10h46.

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O ministro da Economia, Fernando Haddad, afirmou que o projeto de consignado privado vinha sendo gestado há mais de um ano, vai evitar o superendividamento das familias e nada tem a ver com a conjuntura econômica. Ele disse que é papel do governo melhorar o ambiente microeconômico.

Economistas têm criticado a postura do governo de estimular o consumo com medidas como o novo consignado e a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil enquanto o Banco Central vai na direção contrária, subindo juros para inibir a atividade econômica e conter a alta da inflação.

"É um projeto que vinha sendo desenvolvido há mais de um ano para que o celetista tenha os mesmos direitos do servidor público. O consignado privado é uma medida estrutural e não tem a ver conm conjuntura", disse o ministro da Economia.

Haddad participou do evento "Rumos 2025", realizado pelo jornal Valor Econômico, em que políticos, economistas e especialistas em geopolítica e clima discutem os caminhos para o desenvolvimento do Brasil. O seminário ocorre no Hotel Rosewood, em São Paulo.

O ministro afirmou que não se pode usar como pretexto o fato de que o país está com uma inflação que saiu da banda para deixar de colocar o novo consignado em uso. Ele disse que o novo produto será uma alternativa às taxas de juro agressivas que o consumidor que toma empréstimos sem garantia é submetido, evitando o superendividamento.

"O Banco Central faz o trabalho dele e nós criamos condições microeconômicas mais favoráveis", disse Haddad, lembrando que o atual consignado para trabalhadores da iniciativa privada não permite portabilidade e depende de um acordo entre o banco e a empresa para que as prestações sejam descontadas na folha de pagamentos.

"A parte interessada, que é o empregado, não participa dessa discussão", afirmou.

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