Soldados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc): a olômbia vive um conflito armado (Pedro Ugarte/AFP)
Da Redação
Publicado em 15 de janeiro de 2016 às 20h28.
O Banco Mundial (BM) dará neste ano 1,4 bilhão de dólares à Colômbia para apoiar os esforços de reparação no país, uma vez que seja firmada a paz com a guerrilha das Farc, informou nesta sexta-feira seu presidente, Jim Yong Kim.
O montante, que será "majoritariamente em empréstimos", apesar de também incluir "doações", alcançará "1,4 bilhão de dólares", com a possibilidade de um aumento, "se o governo quiser mais", disse Kim, em visita a Bogotá.
"É nosso compromisso com a Colômbia, mas também para mostrar ao mundo que com o processo de paz e com essas políticas de longo prazo que estão implementando queremos apoiar o país", completou em coletiva de imprensa.
Por outro lado, o chefe do BM informou que já existe um Fundo Fiduciário Multi-Doador "focado especificamente em apoiar a visão do governo na Colômbia (...) em áreas como a reparação" às vítimas do conflito armado de mais de meio século.
Embora este fundo seja "pequeno", com "apenas 7 milhões de dólares", Kim espera que aumente nos próximos anos.
"Minha esperança é que cresça rapidamente", assegurou, e destacou a necessidade de articular este dinheiro com outros recursos provenientes da ONU e da União Europeia.
Além de destacar os processos de reparação aos afetados pela violência na Colômbia, que começaram com a lei 1448 ou Lei das Vítimas, Kim ressaltou as potencialidades do país em áreas como o turismo.
"Esperamos trabalhar com o governo no turismo. É uma área de imenso potencial de crescimento", assegurou.
O chefe do BM chegou na quinta-feira à Colômbia, onde visitou o município de Guacoche no departamento (estado) de César (norte) para conhecer afetados no conflito armado, beneficiados por processos de reparação.
A Colômbia vive um conflito armado no qual participam guerrilhas de esquerda, paramilitares de direita e forças militares, que esteve fortemente permeado pela atividade de quadrilhas narcotraficantes e no qual morreram ao menos 220.000 pessoas e mais de seis milhões foram deslocadas.
Para pôr fim à conflito interno, o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal guerrilha do país, mantém negociações de paz em Cuba há mais de três anos.
Ambas as partes se comprometeram em setembro passado a fechar um acordo final antes do próximo 23 de março.