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Da Redação
Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h27.
2004 parece mesmo ter sido o ano que deu certo. (Clique aqui e relembre as principais notícias do ano.) Em janeiro, ainda pairavam muitas dúvidas em relação à manutenção da política econômica e da solidez do segundo ano do governo de esquerda. A chegada do ano novo não poderia levar o governo a brindar o mercado com surpresas? As dúvidas não se resumiam só ao campo da macroeconomia. Os investidores pequenos ou qualificados tateavam nas apostas sobre as aplicações financeiras. Todas as alternativas câmbio, juros, bolsa, debêntures mereciam atenção e ao mesmo tempo não ofereciam respostas. Como ganhar dinheiro nesse ano de eleições municipais, eleições nos Estados Unidos?
Logo no primeiro bimestre, estoura uma bomba no colo do governo. O caso Waldomiro Diniz envolve José Dirceu, o braço direito do presidente Lula, e traz todas as tintas para pintar o pior pano de fundo para 2004. O escândalo, entretanto, não chegou ao segundo trimestre. Logo, logo, a combinação dos efeitos da liquidez no mercado internacional com a mão firme do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na economia vide a elevação dos juros e o arrocho fiscal transforma o Brasil no queridinho do palco mundial. Investidores internacionais sorridentes resultavam em melhorias nas contas externas e elogios do Fundo Monetário Internacional.
Apesar da desvalorização mundial do dólar inclusive frente ao real , os exportadores brasileiros conseguiram superar todas as projeções iniciais. Nem o freio autoimposto à expansão da China, grande importadora do Brasil que continuou crescendo acima de 9%, atrapalhou. Mesmo com o aumento das importações no segundo semestre, a balança comercial fechará o ano com um superávit bilionário. Ponto para a imagem do Brasil no exterior, para o mercado global aquecido e também para o agronegócio brasileiro altamente competitivo.
Mais política do que econômica dentro do Brasil, a crise do petróleo não chegou a afetar a inflação e as contas brasileiras como em outros países, entre eles, os Estados Unidos ainda mais suscetível em razão das eleição presidencial. A oscilação dos preços do barril de óleo levantou muitos questionamentos, inclusive, sobre a necessidade de o mundo investir em outras fontes de energia. O assunto, entretanto, avançará 2005 e os próximos anos tamanho a complexidade e os interesses envolvidos.
Relembre as principais notícias da economia no país e no mundo neste ano.
2004 em EXAME - Economia |
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