Economia

79% dos paulistas dizem ter aumentado despesas em supermercados

Movimento é contrário para o recorte dos gastos considerados não essenciais, como lazer, restaurantes e viagens

Supermercado em Belo Horizonte: pandemia fez com que pessoas aumentasse gastos nos supermercados (Pedro Vilela/Getty Images)

Supermercado em Belo Horizonte: pandemia fez com que pessoas aumentasse gastos nos supermercados (Pedro Vilela/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de agosto de 2020 às 12h12.

Última atualização em 25 de agosto de 2020 às 12h14.

Pesquisa feita pela startup de gestão de finanças pessoais Mobilis, que entrevistou 677 clientes residentes no Estado de São Paulo entre os dias 2 e 13 de julho, estimou um aumento dos gastos pela população paulista em áreas essenciais. 79,17% dos entrevistados afirmaram ter gastado mais em supermercados e 52,88% tiveram aumentos nas contas de água, energia e gás.

O movimento é contrário para o recorte dos gastos considerados não essenciais: entre as despesas que diminuíram, destacam-se Lazer (-67,80%), Viagem (-59,38%), Vestuário (-58,79%) e Restaurante (-52,88%). Com a adoção do home office em boa parte das empresas, as despesas com Transporte (-56,43%) também sofreram redução.

De acordo com o levantamento da Mobilis, no começo de julho, 44.4% dos paulistas ainda enfrentavam dificuldades com suas finanças pessoais, quatro meses após o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil e das medidas de isolamento social, que paralisaram em parte a economia no Estado.

Entre estes, 6,6% afirmaram ter perdido toda sua renda e 37,8% disseram que os ganhos foram parcialmente reduzidos.

A pesquisa ainda reitera a expansão do comércio eletrônico observada durante a pandemia. 48% dos clientes paulistas da Mobilis afirmaram que compraram mais pela internet, enquanto 26 7% mantiveram os gastos e 25,3% reduziram essa despesa.

Entre as categorias que se destacaram no e-commerce, segundo a Mobilis, estão: Supermercados (30,13%), Livros (23,93%), Eletroeletrônicos (23,78%), Roupas casuais(22,16%), Produtos de beleza e autocuidado (20,97%), Eletrodomésticos (17,73%), Material de construção e/ou decoração (17,73%) e Video-games (15 66%).

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