Mato Grosso: estado está entre os maiores produtores e exportadores do agronegócio brasileiro (Secom/MT/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 7 de março de 2023 às 08h00.
Última atualização em 17 de abril de 2023 às 18h58.
O agronegócio está em busca de profissionais. O setor que é responsável por ¼ do PIB brasileiro tem passado por uma revolução tecnológica e digital e precisa de profissionais qualificados para aplicar as mudanças ao campo.
Estas mudanças estão em linha com o fato de que a imagem de um agronegócio movido a tratores, colheitadeiras e agrotóxicos é ultrapassada. Hoje, maquinários que unem inovação e tecnologia são mais comuns de serem vistos no campo.
É o caso, por exemplo, de tratores que possuem Alexa e, por conta da inteligência artificial, conseguem identificar quando está chovendo e alterar a programação de colheita ou qualquer que seja a atividade em curso, evitando desperdícios e estragos.
Em outro caso, fazendeiros usam drones com inteligência artificial para identificar quais áreas da plantação estão com pragas e precisam de agrotóxicos. Um outro modelo de drone é usado para aplicar o produto necessário para conter os bichos.
Toda essa tecnologia para o agro foi desenvolvida por startups do setor. Feiras tradicionais do agronegócio como a Agrishow, que ocorre em Ribeirão Preto, atraem empregadores, fazendeiros e profissionais do agro de todas as partes do mundo e reúnem muita tecnologia.
No Brasil, já são mais de 1700 AgTechs, como são chamadas as startups do Agro, segundo um levantamento feito pelo Radar Agtech Brasil.
A revolução tecnológica é o pano de fundo para a alta demanda por profissionais no agronegócio. Com tantas tecnologias, uso de robôs, drones e inteligência artificial no dia a dia do campo, os donos de terras e fazendeiros precisam de profissionais que saibam usar todas essas inovações para otimizar a produção, reduzir custos e minimizar os efeitos no meio ambiente.
Esse profissional precisa saber um panorama sobre o mercado do agronegócio e também conhecer as novas tecnologias para saber como integrar as duas pontas. Não é necessário ser um especialista em agronegócio e nem saber programar.
Nesse caso são muito mais essenciais conhecimentos de gestão, metodologias ágeis e a noção sobre os dois setores. Também não é necessário ter uma formação específica em áreas tradicionalmente relacionadas ao agronegócio como agronomia, gestão ambiental ou engenharia agrícola.
Profissionais de qualquer setor conseguem se qualificar para trabalhar como Agro Digital Manager, como é conhecido esse gestor que vai integrar a tecnologia ao campo.
Com a urgência do campo por tecnologia e inovação, a procura por profissionais qualificados no agro é muito alta e tende a seguir crescendo. Uma pesquisa realizada pela Agência Alemã de Cooperação Internacional em parceria com o Senai e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul mostrou que nos próximos dois anos, carreiras ligadas ao agronegócio devem gerar mais de 178 mil vagas de emprego.
Mas o levantamento também apontou que a previsão é de que só haja cerca de 32 mil profissionais qualificados para essas vagas. Ou seja, são 5 vagas em aberto para cada profissional qualificado hoje.
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Para ajudar a suprir essa demanda por Agro Digital Managers, a EXAME se uniu à Agroadvance (maior escola online do país com ensino focado no agronegócio) e produziu a série gratuita Carreira no Agronegócio.
Com data marcada para 27 de abril, a masterclass online vai ensinar os profissionais a utilizarem as tecnologias que aumentam a lucratividade do campo para construir uma carreira de sucesso no Agro.
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