Brasil

SP quer Wi-Fi em ônibus intermunicipais em até dez anos

A novidade faz parte do edital da EMTU para a concessão de todo o sistema intermunicipal de transporte (mais de 4,5 mil ônibus)

Wi-Fi: ao todo, cerca de 2 milhões de pessoas usam esses ônibus diariamente (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Wi-Fi: ao todo, cerca de 2 milhões de pessoas usam esses ônibus diariamente (Antônio Cruz/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 19 de setembro de 2017 às 08h46.

São Paulo - A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) lança nesta terça-feira, 19, o edital para a concessão de todo o sistema intermunicipal de transporte - os mais de 4,5 mil ônibus que fazem a ligação entre a capital paulista e as demais cidades da região metropolitana. A escolha das empresas que vão operar as linhas deve ocorrer em novembro.

Ao todo, cerca de 2 milhões de pessoas usam esses ônibus diariamente. A nova concessão vai substituir as empresas que atualmente exploram o serviço por um prazo de 15 anos.

O edital prevê que os ônibus tenham idade média de seis anos. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também dá prazo de 10 anos para que os intermunicipais tenham rede de Wi-Fi para os passageiros e, nesse período, que 70% dos coletivos tenham sistema de ar-condicionado. O câmbio automático e o motor traseiro serão exigidos de parte da frota.

De acordo com o presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, vencerão a licitação as empresas que pedirem o menor valor de remuneração para o governo estadual.

Como já ocorre atualmente, a Grande São Paulo foi dividida em cinco áreas e cada uma delas será licitada para um operador - que poderá ser um consórcio de empresas, com autorização para operação de companhias de outros países, ou uma Sociedade de Propósito Específico: uma companhia criada exclusivamente para a operação da concessão.

"São previstos investimentos de cerca de R$ 4,8 bilhões", diz Lopes. O valor se refere à previsão de gastos que os futuros concessionários terão para a compra de novos coletivos e também para a construção de centros de controle operacionais, que atualmente não existem. Todos os ônibus terão de ter sistema de GPS para controle de itinerários e partidas.

Os terminais metropolitanos (fora da capital paulista) terão a gestão transferida para os concessionários, cada um dentro de sua área.

Remuneração

As vencedoras da licitação terão direito de explorar as chamadas "receitas acessórias". São serviços como a venda de espaço publicitário no interior dos veículos e nos terminais, mas terão de dar 5% da receita para a EMTU.

Esse dinheiroservirá para a criação de um a conta prevista para garantir a remuneração de áreas deficitárias, algo inédito no sistema.

Não há, porém, previsão para adoção de frota sem emissão de combustível. A exigência é o uso de veículos menos poluentes, os chamados Euro 5. Mas a troca da fonte de energia, diz Lopes, dependerá de regulamentação federal.

Capital

Na cidade de São Paulo, onde os contratos dos ônibus estão vencidos desde 2013, a Prefeitura havia prometido lançar novos editais de concessão em agosto. Não há, entretanto, prazo para que a ação seja tomada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:ConcessõesSão Paulo capitalTransporte públicoWi-Fi

Mais de Brasil

Flávio Dino suspende repasses de emendas para universidades de oito estados

Senado adia votação de texto que tentava 'driblar' proposta do governo de endurecer penas de roubo

Celular Seguro vai mandar mensagens de alerta a celulares roubados mesmo após terem chips trocados

Em resposta às tarifas de Trump, Senado aprova Lei da Reciprocidade Econômica