Brasil

Reforma trabalhista vai passar por 3 comissões no Senado

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), disse que a ordem de tramitação será CAE, CCJ e CAS

Senado: Renan tem dado duras declarações contra a reforma trabalhista, assim como contra a da Previdência e afirmou nesta quarta que os trabalhadores precisam ser ouvidos (Ueslei Marcelino/Reuters)

Senado: Renan tem dado duras declarações contra a reforma trabalhista, assim como contra a da Previdência e afirmou nesta quarta que os trabalhadores precisam ser ouvidos (Ueslei Marcelino/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 3 de maio de 2017 às 22h45.

Brasília - A reforma trabalhista passará por três comissões do Senado antes de ir a votação no plenário da Casa, segundo requerimento aprovado por acordo de líderes nesta quarta-feira.

Além das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), que haviam sido anunciadas na terça-feira, a reforma passará também pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), disse que a ordem de tramitação será CAE, CCJ e CAS.

Na véspera, o tucano havia estimado que a proposta chegue no plenário em até 30 dias. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), está ausente por problemas de saúde.

Nesta quarta-feira, o governo decidiu, segundo fontes palacianas, votar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados apenas depois que os senadores derem seu aval à reforma trabalhista.

Mais cedo, o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), disse que Cunha Lima ofereceu um acordo em que a proposta passaria também pela CCJ. A oposição pleiteava que o projeto passasse por quatro comissões.

"O que está em curso é a ofensiva a direitos sociais básicos, a direitos fundamentais", disse Randolfe em reunião com representantes das entidades sindicais, tendo como anfitrião o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).

Renan tem dado duras declarações contra a reforma trabalhista, assim como contra a da Previdência e afirmou nesta quarta que os trabalhadores precisam ser ouvidos.

"Não podemos permitir que esse desmonte se faça no calendário que essa gente quer", disse Renan. "O Senado é uma Casa complexa. O processo legislativo não tem como caminhar se for descolado das ruas."

Representantes das entidades sindicais apontaram uma série de retrocessos no texto encaminhado ao Senado pelos deputados, criticando, por exemplo, a retirada da obrigatoriedade da contribuição sindical.

Ainda que o imposto das entidades patronais também esteja incluído no dispositivo, sindicalistas argumentam que a nova regra "desequilibra o jogo da negociação", porque o setor empresarial conta com outras fontes de renda.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que até o fim da semana as centrais devem se reunir novamente para definir que ações serão tomadas e não descarta uma nova mobilização de greve como a ocorrida na última sexta-feira.

Acompanhe tudo sobre:Reforma trabalhistaSenado

Mais de Brasil

Lula demite Nísia; Padilha assumirá Ministério da Saúde

Defesa Civil emite alerta severo de chuvas para São Paulo na tarde desta terça

Tarcísio diz que denúncia da PGR contra Bolsonaro 'não faz sentido nenhum' e critica 'revanchismo'

Pé-de-Meia: como funciona o programa e como sacar o primeiro pagamento