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PT prepara representação contra delegados da Lava Jato e Moraes

O partido pede investigação sobre a conduta dos delegados em relação ao ex-presidente Lula e a suposta omissão do ministro da Justiça

Moraes: a ideia é levar a cópia da representação também à Procuradoria-Geral da República (Ueslei Marcelino / Reuters)

Moraes: a ideia é levar a cópia da representação também à Procuradoria-Geral da República (Ueslei Marcelino / Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 8 de fevereiro de 2017 às 16h21.

Brasília - O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), vai protocolar nesta quarta-feira, 8, uma representação na Corregedoria da Polícia Federal contra o delegado Igor Romário de Paula, um dos chefes da Operação Lava Jato.

Em outra frente, o petista vai encaminhar outra representação à Comissão de Ética da Presidência da República contra Paula, o delegado Maurício Moscardi Grillo e o ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes, recém-indicado pelo presidente Michel Temer para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

A ideia é levar a cópia da representação também à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar eventual prática de crime por parte dos delegados.

À Corregedoria da PF, Zarattini pede a abertura de processo disciplinar para apurar a conduta dos delegados em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a suposta omissão do ministro da Justiça.

Em entrevista à revista Veja, Grillo disse que os investigadores perderam o "timing" para prender o presidente de honra do PT. Já Paula teria dito, em entrevista a um portal de notícias, que a prisão poderia ocorrer futuramente.

A representação na Comissão de Ética também será assinada pelo deputado Wadih Damous (PT-RJ) e diz que o comportamento dos delegados é incompatível com o exercício da função pública dos delegados.

Os parlamentares ressaltam que os delegados deixam claro a intenção de prender o ex-presidente da República e o reclamam que o então ministro da Justiça se omitiu no episódio.

"É inadmissível que um agente de Estado se pronuncie sobre investigação ainda em curso, sob sua responsabilidade, com o claro objetivo de constranger um cidadão, em desrespeito ao direito de defesa e ao devido processo legal", cita a representação.

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