Gleisi Hoffmann: a petista assumirá a articulação política do governo. Ela era cotada para a Secretaria-Geral da Presidência da República, responsável pela relação do governo com os movimentos sociais. (Patricia Monteiro/Bloomberg)
Repórter especial de Macroeconomia
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 13h25.
Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 13h49.
Em nota à imprensa, o Palácio do Planalto informou nesta sexta-feira, 28, que a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi escolhida para comandar a articulação política do governo e será ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Ela substituirá Alexandre Padilha, que deixou a pasta para assumir o Ministério da Saúde.
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã desta sexta-feira, 28 de fevereiro, com a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e a convidou para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Gleisi vai substituir o atual ministro da SRI, Alexandre Padilha, que foi recém indicado para o Ministério da Saúde. A posse da nova ministra está marcada para o dia 10 de março", informou o Planalto, em nota.
A escolha de Gleisi para a articulação política surpreendeu quem acompanha as movimentações de Lula na reforma ministerial.
A expectativa inicial era de que ela assumisse a Secretaria-Geral da Presidência da República para reforçar as relações do governo com os movimentos sociais.
Entre os auxiliares de Lula, a ideia era de que a articulação política fosse entregue ao Centrão ou ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O deputado Isnaldo Bulhões (MDB-PB) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos - PB) também eram cotados para o cargo.
Os mesmos aliados de Lula também afirmaram que o presidente da República tem grande apreço por Gleisi, sobretudo durante os 580 dias em que ele esteve preso em Curitiba.
Caberá a ela, na articulação política, melhorar a relação do governo com o Senado e com a Câmara.