Brasil

PGR pede arquivamento de denúncia contra Moreira Franco

O ministro estava envolvido em um caso conhecido como "farra das passagens" aéreas; a PGR alegou prescrição

Moreira Franco: a PGR alegou prescrição (Ueslei Marcelino/Reuters)

Moreira Franco: a PGR alegou prescrição (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 3 de outubro de 2017 às 19h46.

Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de uma denúncia feita contra o ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, em um caso conhecido como 'farra das passagens' aéreas, alegando prescrição (quando não é mais possível a punição pela denúncia).

A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal pelo crime de peculato e foi encaminhada ao STF após a posse de Moreira Franco como ministro. O relator do caso é o ministro Luiz Fux.

A assessoria de imprensa de Moreira Franco informou que o ministro não irá se manifestar sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Raquel Dodge relata que Moreira Franco foi denunciado por ter utilizado indevidamente, entre 2007 e 2008, no exercício do mandato de Deputado Federal, sua cota de passagens aéreas disponibilizadas pela Câmara dos Deputados para o exercício da atividade parlamentar, desviando-a em favor de terceiros sem qualquer vínculo com a atividade pública.

Mas apontou que já não seria mais possível punir o denunciado devido à extinção da punibilidade (prescrição).

Como a pena máxima para peculato é de 12 anos, a prescrição ocorreria em 16 anos, mas o fato de Moreira Franco ter 70 anos diminui o prazo pela metade (8 anos), período de tempo que já foi excedido considerando que os fatos eram de 2007 e 2008.

"Desta forma, a Procuradoria-Geral da República requer o reconhecimento da extinção da punibilidade do denunciado, em razão da incidência da prescrição, com o consequente arquivamento dos autos", concluiu Raquel Dodge em sua manifestação.

Moreira Franco havia afirmado em defesa própria em resposta à acusação, além da prescrição, que não havia indícios de autoria do investigado, ausência de dolo específico e a ausência de proibições da Câmara sobre o tema.

Acompanhe tudo sobre:Moreira FrancoPGR - Procuradoria-Geral da RepúblicaRaquel Dodge

Mais de Brasil

Em meio à queda de popularidade, Lula faz balanço de entregas do governo nesta quinta

Governo do Brasil diz avaliar 'todas as possibilidades' contra tarifas de Trump

Correios terão marketplace para concorrer com Shein e Shopee

STF decide vetar revista íntima 'vexatória' em visitantes de presídios