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Da Redação
Publicado em 6 de outubro de 2012 às 09h04.
Rio - Única das pessoas demitidas a se manifestar, Renata Santiago, que trabalhou por mais de 12 anos com Carlos Arthur Nuzman, revelou ter se sentido humilhada no processo de demissão. "Fui 'escoltada' por uma pessoa do RH (recursos humanos) para poder entregar o computador na hora. Bloquearam meu acesso, tive de entregar o telefone celular imediatamente, sem poder tirar os contatos pessoas. Foi humilhante", disse.
Renata contou ter sido abordada, primeiro, por seu chefe direto, o diretor de relação com os Comitês Olímpicos Nacionais, Mario Cilenti. "Ele me disse que a ordem tinha vindo de cima e não havia nada que pudesse fazer", afirmou. "Isso porque eu já estava lá há 12 anos, sem nenhuma reclamação contra mim", afirmou Renata, que pretende entrar na Justiça, comum (por danos morais) e do trabalho, contra o Rio 2016.
A ex-funcionária ainda tentou contato com Nuzman, por acreditar que o presidente do Rio 2016 talvez não soubesse o que estava acontecendo. "Agoniada, escrevi a carta e enviei a ele por e-mail, mas não obtive resposta". Em Londres, Renata chegou a trabalhar na preparação para a cerimônia de abertura, "emprestada" ao comitê organizador dos Jogos Olímpicos (Locog).