O empresário deixou um seguro de vida de R$ 600 mil, que tinha a mulher como uma das beneficiárias (Stock.xchng)
Da Redação
Publicado em 6 de junho de 2012 às 15h58.
São Paulo - A bacharel em Direito Elize Araújo Kiutano Matsunaga, de 38 anos confessou em depoimento ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que matou e esquartejou o marido Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, diretor da Yoki. O crime ocorreu por ciúmes.
Ela disse que usou anticoagulantes e esquartejou o marido num quarto de empregadas da cobertura do casal na Vila Leopoldina. De acordo com a polícia, Elize tem conhecimentos em enfermagem. A acusada mostrou à polícia a arma que ela usou no crime.
Elize, presa preventivamente desde segunda-feira, 4, começou a depor por volta das 11 horas. Os restos mortais da vítima foram espalhados paulatinamente por Cotia. O corpo foi enterrado ontem terça-feira, no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital paulista.
Até o depoimento desta quarta-feira, Elize negava o crime. De acordo com a polícia, ela contratou um detetive particular para seguir o marido e descobriu seguidas traições.
Marcos é neto do fundador da Yoki, Yoshizo Kitano. A empresa esteve envolvida em um conturbado processo de venda que terminou na semana passada com sua aquisição, por R$ 1,95 bilhão, pelo grupo americano General Mills, um dos maiores conglomerados de produtos de gêneros alimentícios do mundo - enquanto Marcos ainda estava desaparecido.
O empresário deixou um seguro de vida de R$ 600 mil, que tinha a mulher como uma das beneficiárias. Elize e Matsunaga eram casados havia dois anos e tinham uma filha de 1. Foi o segundo casamento dele, que tinha outra filha do relacionamento anterior.