Temer: com o nome posto como candidato de seu partido, o presidente tenta aumentar sua micropopularidade (Ueslei Marcelino/Reuters)
Da Redação
Publicado em 29 de março de 2018 às 06h17.
Última atualização em 29 de março de 2018 às 07h22.
O presidente Michel Temer (MDB) estará nesta quinta-feira em Vitória, capital do Espírito Santo, para inaugurar o novo aeroporto da cidade.
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O novo terminal, que assumirá todo o fluxo do aeroporto, deve começar a funcionar a partir da meia-noite desta sexta-feira. Junto com Temer, deve estar o também emedebista Paulo Artung, que governa o estado.
O investimento realizado na obra foi de 523,5 milhões de reais. O novo aeroporto aumentará a capacidade de transportar passageiros para 8,4 milhões de pessoas por ano. O primeiro avião a pousar no local deve ser justamente o do presidente.
A inauguração do novo aeroporto de Vitória é mais uma das viagens do périplo do presidente pelo país com vistas às eleições de outubro. Com o nome posto como candidato de seu partido, Temer tenta aumentar sua micropopularidade, que até aqui registra 6% de aprovação em seu governo e 1% de intenção de voto nas pesquisas mais recentes.
Enquanto tenta se viabilizar com a população, Temer também tem que conter o ímpeto de sua base. Pelo menos seis partidos resistem em apoiar sua candidatura à reeleição.
O PSD, do ministro Gilberto Kassab, está próximo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). PSC e PRB têm pré-candidaturas próprias por enquanto, Paulo Rabello de Castro e Flávio Rocha, respectivamente.
O DEM tem como pré-candidato o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que pode levar com ele o PP e o SD.
Além disso, mesmo dentro do MDB, Temer enfrenta dificuldade com palanques nos estados. Em Minas Gerais, por exemplo, o partido deve apoiar o atual governador, Fernando Pimentel (PT).
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes, MDB, deve filiar-se ao PP para concorrer ao governo do estado. Já no Ceará, o presidente do Senado Eunício Oliveira, amigo de Temer, disse que caso o ex-presidente Lula seja candidato, o atual presidente não terá seu apoio.
Resta a Temer continuar viajando na tentativa de mostrar-se um candidato viável. Ele tem até junho para isso.