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Drone pode carregar fuzil e metralhadora em missões militares e policiais no Brasil

LAAD, uma das principais feiras militares do país, reúne empresas e representantes de nações como Estados Unidos, Irã, Turquia, Paquistão e China

Agência o Globo
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Publicado em 3 de abril de 2025 às 08h15.

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A LAAD, uma das principais feiras militares do país, começou na terça-feira, 2, e trouxe uma série de inovações para o setor de defesa. Entre os destaques do evento, um protótipo de drone armado da Taurus chamou atenção.

Com quatro hélices, a aeronave pode ser equipada com fuzis e metralhadoras para operações de curto alcance. A empresa brasileira pretende comercializar o equipamento tanto para forças policiais quanto militares, ampliando as possibilidades de uso de drones em cenários de combate e segurança pública.

O lançamento do drone acontece no mesmo momento em que a Taurus anunciou um Memorando de Entendimento para a possível aquisição da empresa turca Mertsav. Caso a compra se concretize, a fabricante brasileira pretende expandir seu portfólio de armamentos, incluindo rifles, lançadores de granada e metralhadoras.

Além do drone armado da Taurus, a feira também apresentou outros modelos avançados de aeronaves não tripuladas. A Xmobots, de São Carlos, exibiu o Nauru 100, um drone compacto que pode ser transportado em duas mochilas e lançado rapidamente ao ar. A empresa planeja equipá-lo com câmeras e morteiros, e já negocia sua venda com uma das Forças Armadas do Brasil.

"Ele é um equipamento extremamente prático. A partir do momento que você chega no campo, em três minutos ele já está voando", disse Thatiana Miloso, chefe de vendas (CSO) da Xmobots. "Ele vai estar a 100 metros de altura e a um quilômetro do alvo e vai conseguir fazer uma leitura de placa e um reconhecimento facial. Ele tem um design, uma tecnologia de cores que o faz ser furtivo. Ou seja, você não consegue nem ver nem ouvir. A gente chama de soldado invisível".

Ainda segundo a Xmobots, até o início de 2026, outro modelo, o Nauru-1000C, poderá ser integrado com mísseis, tornando-se o primeiro drone armado do Exército brasileiro. A empresa destaca que o Nauru 100 possui tecnologia furtiva, permitindo reconhecimento facial e leitura de placas a um quilômetro do alvo sem ser detectado visualmente ou pelo som.

A feira também trouxe novidades em robótica e cibersegurança. A Boston Dynamics, por meio da Radeco, apresentou o robô Spot, que pode ser customizado para diferentes funções, incluindo o uso de armas. Já o Edge Group, dos Emirados Árabes, lançou a tecnologia UNMASK, voltada para a identificação de criminosos na deep web e no combate ao crime cibernético.

A LAAD segue até o final da semana, reunindo delegações estrangeiras e empresas de países como Estados Unidos, Irã, Turquia e China, consolidando-se como um dos principais eventos de defesa e segurança da América Latina.

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