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Desaprovação do trabalho de Lula chega a 61%, mostra pesquisa Gerp

Aprovação teve uma oscilação dentro da margem de erro e caiu de 32% para 31%

Lula: desaprovação chega ao seu maior patamar (AFP)

Lula: desaprovação chega ao seu maior patamar (AFP)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 29 de março de 2025 às 09h01.

Última atualização em 1 de abril de 2025 às 21h49.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 31% dos brasileiros e reprovado por 61%, segundo a pesquisa Gerp divulgada neste sábado, 29. Cerca de 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

Em comparação com a pesquisa de fevereiro, a aprovação teve uma oscilação negativa de 32% para 31%, uma queda de um ponto percentual. A desaprovação subiu de 59% para 61%, uma variação positiva de 2 pontos.

Com três rodadas, a pesquisa mostra um crescimento da desaprovação do governo nos primeiros meses de 2025, com o pior patamar neste mês de março.

A avaliação do presidente Lula registrou estabilidade em relação aos números de fevereiro. O percentual de entrevistados que consideram seu trabalho "ótimo" ou "bom" caiu de 25% para 24%. A avaliação "ruim" ou "péssima" subiu de 53% para 54%, oscilação de um ponto percentual. O índice dos que classificam sua gestão como "regular" permaneceu estável em 20%.

A pesquisa é mais uma que reforça a queda da popularidade de Lula em um momento de desaceleração da economia e aumento dos preços dos alimentos. Para responder a esses números, o governo tem apostado em medidas como a liberação do saldo retido do FGTS, o novo consignado para trabalhadores CLT e mudanças no Minha Casa, Minha Vida. Além disso, aposta na isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000, que entrará em vigor em 2026.

Avaliação melhora no Nordeste, mas piora no Norte

Nos recortes demográficos, Lula mostrou recuperação no Nordeste, região com histórico favorável ao PT. Na região, a aprovação subiu três pontos percentuais, de 40% para 43%, enquanto a desaprovação teve uma oscilação negativa de 50% para 48%.

No Norte, porém, a aprovação caiu de 47% para 31% e a avaliação negativa subiu de 48% para 63%. Na pesquisa anterior, o melhor desempenho do presidente era na região.

No Centro-Oeste, a aprovação é de apenas 27%, e a desaprovação chega a 70%, maior percentual entre todas as regiões brasileiras. No Sul, 27% aprovam e 68% desaprovam, e no Sudeste, a aprovação é de 26%, com uma desaprovação de 67%.

Por faixa de renda, a maior aprovação é registrada entre os brasileiros com renda de 5 a 10 salários mínimos, com 37% de aprovação e 59% de desaprovação. Entre os que ganham até 1 salário mínimo, 36% aprovam o governo, mas a desaprovação é de 53%. Para os que recebem de 2 a 5 salários mínimos, a aprovação é de 29%, com 63% de desaprovação.

Nos grupos de maior renda, os índices de desaprovação seguem elevados, com 76% de reprovação entre os que ganham de 10 a 20 salários mínimos e 61% de desaprovação entre os que ganham de 20 a 30 salários mínimos.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de março de 2025, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95,55%.

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