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Candidato de Cunha perde eleição para Conselho de Ética

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que já havia disputado a presidência do Conselho, perdeu a eleição para vice-presidente do Conselho de Ética


	Faria de Sá já havia disputado a presidência do Conselho, mas foi derrotado por José Carlos Araújo (PSD-BA)
 (Larissa Ponce/Câmara dos Deputados)

Faria de Sá já havia disputado a presidência do Conselho, mas foi derrotado por José Carlos Araújo (PSD-BA) (Larissa Ponce/Câmara dos Deputados)

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Da Redação

Publicado em 25 de março de 2015 às 17h50.

Brasília - Candidato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) perdeu a eleição para vice-presidente do Conselho de Ética.

Em ano no qual o colegiado tende a receber dezenas de representações por quebra de decoro parlamentar contra os envolvidos na Operação Lava Jato, o escolhido pelos deputados para ser o primeiro vice de José Carlos Araújo (PSD-BA) foi Sandro Alex (PPS-PR).

Faria de Sá já havia disputado a presidência do Conselho, mas foi derrotado por Araújo.

A aliados, o deputado disse que não pretendia concorrer à primeira vice-presidência do colegiado, mas acabou cedendo ao pedido de Cunha para tentar ao menos garantir o segundo posto mais importante do grupo que julga o comportamento ético dos colegas. Para a segunda vice foi escolhido o deputado Fausto Pinato (PRB-SP).

Sandro Alex lembrou que o Conselho de Ética é um colegiado imprevisível, onde interesses externos nem sempre prevalecem. "Essa comissão é diferente das outras comissões", enfatizou. "Aqui a independência é maior", concordou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Estatuto

No ano em que o Conselho deve receber o maior número de processos das últimas legislaturas, seu estatuto deve passar por mudanças. A ideia é modificar algumas regras, acabando com a necessidade de aprovação da admissibilidade das representações.

A relatoria do projeto deve ficar com o deputado Marcos Rogério (PDT-RO).

Os titulares do colegiado querem também aprovar um projeto de resolução que dê ao Conselho o poder de convocação das testemunhas. Hoje é comum testemunhas arroladas por defesa ou pela relatoria faltarem ao depoimento porque recebem apenas um convite e não são obrigadas a comparecer à Câmara.

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